NASSAU'S OPTICS ON TOPICS


Hinários, hinos, hinologia


Um Hinário com Música Brasileira

Rolando de Nassáu

Em nossos artigos "Música Evangélica: Realidade e Ideal" e "Em Defesa da Música Brasileira" (ULTIMATO, março e agosto de 1977) apelamos aos editores e dirigentes musicais das denominações evangélicas do Brasil no sentido de darem oportunidade aos compositores e autores brasileiros.

Em consonância com esses artigos, recebemos do Professor e Ministro de Música João Wilson Faustini a gentil oferta de um luxuoso exemplar da coletânea de hinos intitulada "Seja louvado", publicada em 1972.

Curiosamente, esse hinário, contendo música brasileira, foi editado pela Saint Paul’s United Presbyterian Church (117 Union Street, Newark, New Jersey, 07105), nos Estados Unidos da América ...

Enquanto realizava o mestrado em música no Westminster Choir College, Faustini servia como organista e regente dos coros dessa igreja.

Sob a supervisão de Loyde e Zuínglio Faustini, foram selecionados 315 hinos, sendo 140 extraídos de diversos hinários brasileiros (entre eles, "Cantor Cristão", "Cantai ao Senhor", "Hinário Evangélico", "Salmos e Hinos") e 175 hinos inteiramente novos na língua portuguesa.

Pela primeira vez, 59 hinos originalmente escritos em português foram vertidos para o inglês, com a ajuda da "Hymn Society of América", para serem usados fora do Brasil.

Em 1971, João Wilson, Loyde e Zuínglio Faustini tinham publicado a coletânea "Hinos Contemporâneos", contendo melodias folclóricas nacionais e estrangeiras.

Entre os 45 autores brasileiros encontramos em "Seja louvado" dois luminares das letras nacionais: o malsinado romancista e conceituado gramático Júlio César Ribeiro (1845-1890) figura com o hino "Quanta dor, quanta amargura" sobre a música de um "Kyrie" de José Maurício; do apreciado poeta Manoel Bandeira (1886-1968) foi aproveitado o "Canto de Natal", com música de Villa-Lobos.

Participam ainda: Pe. Antônio Pereira de Souza Caldas (1762-1814), Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), Antônio José dos Santos Neves (1827-1874), Rev. Manoel Antônio de Menezes (1848-1941), Guilherme Luiz dos Santos Ferreira (1849-1931), Rev. Leônidas Philadelpho Gomes da Silva (1854-1919), João Gomes da Rocha (1861-1947), Rev. Jerônimo Gueiros (1870-1953), Rev. Alfredo Henrique da Silva (1872-1950), Rev. Benjamim Rufino Duarte (1874-1942), Rev. Otoniel Mota (1878-1951), Rev. Antônio Almeida (1879- ? ), Rev. Salomão Ferraz (1880-1969), Rev. João Marques da Mota Sobrinho (1883-1964), Cecília Rodrigues Siqueira (1885- ? ), Rev. Belmiro Andrade (1889-1941), João Diener (1889-1963), Rev. Paschoal Luiz Pitta (1891-1960), Rev. Renato Ribeiro dos Santos (1898-1967), Rev. Antônio de Campos Gonçalves (1899- ), Rev. Manoel da Silveira Porto Filho (1908- ), Rev. Jorge César Mota (1912- ), Rev. Wilson Castro Ferreira (1913- ), Isaac Nicolau Salum (1913- ), Rev. João Dias de Araújo (1930- ) e João Wilson Faustini (1931- ).

Outros autores: João Gomes Loja, Lóide Bonfim de Andrade, lio Amaral Camargo, Jonas Leme de Camargo, Rev. Ismael de França Campos, J. Costa, Rev. Nathanael Emmerick, Dalila A. Fernandes, Rev. Antônio de Godoy Sobrinho, Jacob Eduardo von Haffe, Rev. Egmont Machado Kriscke, Blanche Licio, Henrique Lopes Mendonça, Antônio Pinto Ribeiro Júnior, Vicente Russo, Rev. Matthathias Gomes dos Santos e Rev. Manoel Barbosa Souza.

No hinário "Seja louvado" encontramos nada menos de sete compositores eruditos brasileiros: 1) Luiz Álvares Pinto (1719-1789), que compôs a melodia "Judex Crederis"; 2) Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830); 3) Alberto Nepomuceno (1864-1920),com a melodia "Trovas"; 4) Francisco Braga (1868-1945) 5) Heitor Villa-Lobos (1887-1959); 6) Luciano Gallet (1893-1931), que harmonizou a modinha carioca "Noite calmosa", arranjada por Faustini para o hino "Muitas vêzes no passado"; 7) Fructuoso Vianna (1896- ).

Entre os compositores evangélicos estão: Rev. Antônio Pedro de Cerqueira Leite (1845-1883), José Severino Calazans dos Santos (1884-1956), Rev. Renato Ribeiro dos Santos (1898-1967), Henriqueta Rosa Fernandes Braga (1909), Guilherme Loureiro (1916), João Wilson Faustini (1931), Paulo Marcos T. Aires (1940-1964), Vicente Aricó Júnior, Dulce Amaral Costa, Luiz Fernandes Braga, Oséias Gama, E. P. Martins, J. M. Rocha Ferreira, Vicente Russo, Feliciano Trigueiro e José Vasconcellos Júnior.

Teve o hinário a colaboração do musicólogo e compositor católico Jaime C. Diniz.

A contribuição pioneira do "Seja louvado" foi o aproveitamento de melodias folclóricas e populares brasileiras.

Para os hinos "É tão vasto o amor divino", "Nestes dias do mundo moderno" e "Ao Teu lado, ó Deus Eterno", foi utilizada a melodia "Róseas Flores", modinha brasileira do século 18.

"Foi numa noite calmosa", modinha carioca harmonizada por Luciano Gallet e comentada pelo genial polígrafo Mário de Andrade, é um feliz exemplo do desenvolvimento erudito e nacionalizado dos processos populares de composição musical.

Faustini aproveitou melodia fluminense para o hino "Graças Te Rendemos", de Jerônimo Gueiros, mineira com o "Senhor, eu sei", de Antônio de Campos Gonçalves, e nordestina no hino "Repousa tranqüilo", de Isaac Nicolau Salum.

Uma outra contribuição importante de Faustini à hinologia evangélica brasileira diz respeito à acentuação musical.

Sabemos que também em nossa música eclesiástica há desencontro de acentuações de ritmo musical e poético. Mário de Andrade, para quem o cantador brasileiro aceita o tempo, mas despreza o compasso, talvez dissesse tratar-se de reminiscência da música nordestina, particularmente da baiana e da pernambucana.

Na apresentação do hinário, Faustini pondera o seguinte: "Conquanto muitos conhecedores da nossa língua têm se preocupado com a pobreza das rimas nos versos dos nossos hinos, a acentuação métrica musical, que determina a acentuação das palavras, nem sempre tem sido observada com o necessário cuidado. Procuramos neste hinário observar primeiramente a métrica e a acentuação musical, deixando a rima como fator secundário, justamente por ser o hino uma obra lírica para ser cantada, e não lida, e onde a acentuação rítmica das palavras segue rigorosamente a acentuação musical".

Nos Estados Unidos da América, a música folclórica ("country music") experimenta uma fase de grande prestígio, prevendo-se seu amplo emprego a atividade musical das igrejas.

No Brasil, derivado da incompreensão do que seja música brasileira, existe o preconceito contra o folclore. Mário de Andrade dizia que "nosso folclore musical não tem sido estudado como merece" e "a música brasileira o que carece em principal é do estudo e do amor dos seus músicos".

O hinário "Seja louvado", para dissipar as trevas da incompreensão e do preconceito no ambiente evangélico, deveria romper as barreiras do seu público restrito, o que não parece possível.

Há batistas que propugnam pela publicação de um hinário com música brasileira, em suplemento ao "Cantor Cristão". O mesmo deve estar acontecendo nas outras denominações evangélicas.

Por isso, sugerimos que os autores e compositores evangélicos brasileiros sejam reunidos numa coletânea que possa servir como suplemento aos vários hinários denominacionais. Uma editora sensível à atualidade nacional (Casa Publicadora Batista, Casa Editora Presbiteriana, Imprensa Metodista, Casa Publicadora das Assembléias de Deus, Editora Betânia, Editora Mundo Cristão ou Editora Caminho Santo?) sabe que tem um grande mercado para a distribuição desse hinário suplementar. O hinário poderia ser organizado pelos Faustinis, Ruy Wanderley, João Fernandes da Silva Neto, Almir Rosa e outros ligados à música evangélica.

Que venha o hinário com música brasileira! É o que todos queremos!

(Publicado na revista "ULTIMATO", set. 1977, pp. 13-14)

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Música – Nº. 670

Cânticos ufanistas

Rolando de Nassáu

Na seção "Cartas dos leitores", o ir. pr. Ivo Augusto Seitz comentou nosso artigo nº. 669, "Músicas inconvenientes no culto" (ver: OJB, 06 jul 2003).

Começou com a pergunta: "o que faz o Ivo nessa lista de famosos?". Invertemos a indagação: que fazem, na lista em que aparece Ivo Augusto Seitz, os grandes mestres Beethoven, Wagner, Sibelius, Gounod, Bizet, Haendel e Offenbach?

Afinal de contas, eles não têm culpa se letristas evangélicos usaram suas músicas profanas e as introduziram no culto cristão.

Talvez Ivo Augusto Seitz concorde conosco quando criticamos a música de algum compositor católico, mas discordamos sempre no caso de certa composição escrita ou promovida por ele.

A melodia "Elienai", para o missivista, "nada tem de imprópria"; o problema é diferente: a letra de Entzminger (CC-574) encobre e sublima o seu saudosismo nostálgico e ufanista; a música de Seitz (HCC-600) foi composta para disfarçar o seu estrangeirismo envergonhado; o próprio Seitz em 1991 escreveu: "foi um dos hinos que recebeu roupa nova para entrar no HCC" ... A Comissão do HCC tinha resolvido, logo no início do seu trabalho, não usar hinos pátrios (ver: Edith Brock Mulholland, HCC – Notas Históricas, pp. 441 e 442).

Entretanto, "De ti, ó meu Brasil" (HCC-600) é o título dado no HCC à letra "Pátria brasileira" (CC-574); ambos foram classificados como "hinos pátrios" (ver: "Índice dos Assuntos" no CC e seção "Assuntos Especiais – Pátria" no HCC).

A melodia "Elienai", esqueceu-se Seitz, não observou a norma da Comissão.

Salta aos olhos que as letras "Pátria brasileira" e "De ti, ó meu Brasil", a rigor, não são hinos que expressam amor a Deus, porque são traduções, adaptadas por Entzminger, da letra inglesa do hino nacional escrita por Samuel Francis Smith (TBH-634) para o povo norte-americano.

Por sua vez, Smith aproveitou a música do hino nacional da Inglaterra; portanto, tomou-se emprestado o patriotismo alheio.

Este "hino" de Smith fala em "sweet land of liberty" (doce terra da liberdade), "land of the pilgrims’ pride" (terra do orgulho dos peregrinos), "land of the noble free" (terra dos nobres livres), "I love thy rocks and rills, thy woods and templed hills" (Eu amo teus rochedos e riachos, teus bosques e elevados montes); em 1832, Smith exalta o amor aos valores cívicos (família, cidade, nação, liberdade) e às belezas naturais dos Estados Unidos da América; a tradução de Entzminger, em 1910, prefere exaltar as "matas virginais", os "rios sem rivais", os "lindos litorais", os "maravilhosos bens", os "belos laranjais", os "ricos cafezais" e as "riquezas naturais", tendo em vista que o Brasil não era livre, nem forte, nem feliz, não tinha justas leis, os nacionais não tinham proteção do crime e da traição; ainda hoje não têm ! As letras de Smith e de Entzminger não são hinos, mas cânticos cívicos.

Seitz confessa: "O "Cantor Cristão" usava uma melodia bonita, mas ligada a sentimentos patrióticos dos outros". Então, em 1990 Seitz substituiu a música do CC, mas no HCC ainda ficou o resquício do sentimento patriótico alienígena.

"Pátria brasileira" e "De ti, ó meu Brasil" não são hinos, nem orações a Deus por nossa terra, mas duas maneiras de exaltá-la: "Do meu país ... é meu cantar ...", "De ti ... eu vou cantar... ". Aliás, a primeira tradução de Entzminger, não alterada pela Comissão do HCC, foi dedicada aos alunos dos colégios evangélicos no Brasil (ver: OJB, 06 abr 1910, p.2). Muitos desses adolescentes nem sabiam orar ...

Verdadeira oração, que todos os Batistas no Brasil devem cantar, é "Minha Pátria para Cristo!" (CC-439, HCC-603), escrita por Entzminger com genuína unção espiritual, depois eficientemente harmonizada por Bill Ichter.

Não são os críticos que determinam que música é aceita por Deus, mas são eles que denunciam a música de origem profana.

O missivista concorda conosco: "o assunto da música no culto merece mais estudos" (trecho de e-mail de Seitz que circulou na Internet antes da publicação de nosso artigo), inclusive pelos letristas evangélicos que aproveitam melodias profanas.

Tenhamos cuidado com os cânticos ufanistas!

(Publicado em "O Jornal Batista", 03 ago 2003, p. 4).

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Música - Nº. 720

O hino de Lutero

Rolando de Nassáu

(Dedicado ao leitor Cláudio Costa, de Niterói, RJ)

Martin Luther (1483-1546) empreendeu, na primeira metade do século XVI, uma série de reformas na Alemanha; foi um movimento de idéias e práticas religiosas, conhecido como Reforma Protestante, que teve repercussões na religião, teologia e liturgia, na hinodia, canto e música, na literatura e política.

Escondido no castelo de Wartburg, perto de Eisenach, iniciou realmente a sua obra reformadora traduzindo a Bíblia do latim para o alemão. Na literatura, "Lutero é o maior escritor da língua, o Dante da literatura alemã" (ver: Carpeaux, Otto Maria, História da Literatura Ocidental, vol. I-A, pp. 607-615 e 657. Rio de Janeiro: Edições "O Cruzeiro", 1961).

Na política, escreveu "A liberdade de um cristão"; quando os camponeses alemães insatisfeitos (durante muito tempo esquecidos econômica e socialmente) ouviram as palavras de Lutero, guardaram-nas e marcharam atrás de Thomas Munzer para mudar pela força a ordem social (o que Lutero rejeitava) na revolta iniciada em 1525.

O movimento impulsionado por Lutero dividiu a Igreja cristã ocidental em duas facções opostas: a Igreja Católica Romana e as igrejas reformadas.

A teologia ensinada por Lutero na universidade de Wittenberg estava baseada na Bíblia, e não nas tradições da Igreja Romana; dava ênfase à doutrina da "justificação pela fé".

Para ter uma liturgia "reformada", foi necessário alterar a missa católica. A Igreja na Alemanha tinha desenvolvido uma tradição própria; além de usar tropos e seqüências, na língua alemã eram cantados os Dez Mandamentos, as Sete Últimas Palavras de Cristo, alguns Salmos, o Credo e a Oração Dominical, bem como cânticos folclóricos no estilo "gregoriano".

Lutero realizou uma gradual mudança na forma do culto; modificou o culto divino, que era celebrado na forma da missa católica, até então cantada exclusivamente pelo coro e sacerdotes, ao permitir o canto da congregação.

Na infância, tinha sido educado para tornar-se um cantor no "Kurrende", um coro que ia de casa em casa para cantar em cerimônias matrimoniais e fúnebres. Na juventude, Lutero tomou conhecimento, e era ardoroso apreciador, da música coral de Ockeghem, Isaac, Obrecht e Josquin.

Entre 1524 e 1545, Lutero compilou nove hinários, cujas melodias eram procedentes de: 1) hinos alemães medievais; 2) hinos latinos (seqüências, tropos, etc.); 3) composições destinadas à liturgia "reformada". Como exemplo das melodias do primeiro grupo, citamos "In dulci jubilo"; do segundo grupo, "Veni, Redemptor genitum", "A solis ortus cardine" e "Veni, Creator Spiritus"; do terceiro grupo, "Vom Himmel hoch" e "Allein Gott in der Hoh sei Ehr". Lutero abandonou "Aus fremden Landem komm’ Ich her", porque era melodia usada nas tavernas.

Em 1524 foi publicado o primeiro hinário reformado, "Achtlieder-Buch" (livro dos oito cânticos), contendo quatro hinos de Lutero. Ele contou com a colaboração de Johann Walther na publicação do "Wittenberg Gesangbuch" (livrode cânticos de Wittenberg); Lutero selecionou as melodias e os textos, enquanto Walther elaborava as composições polifônicas. Lutero era músico prático na direção da música-de-igreja; convocava compositores profissionais para ajudá-lo. Ele teve participação importante no desenvolvimento do "coral", hino destinado à participação da congregação na liturgia "reformada"; a ele são atribuídos 37 corais, cujos textos e melodias adaptou com base no repertório usado pela Igreja antes do movimento reformista (ver: Riedel, Johannes, The Lutheran Chorale, 1967).

O mais conhecido de seus "corais" é "Ein Feste Burg ist unser Gott" (Um castelo forte é o nosso Deus), cuja melodia procede do Canto Gregoriano; o texto é uma paráfrase do Salmo 46. Podemos imaginar Lutero contemplando os muros do castelo de Wartburg nos dias que antecederam seu julgamento em Worms (ver: OJB, 08, 15 e 22 out 2006). Sua confiança estava em Deus. Ele sabia que Satanás era o seu grande Inimigo; seu defensor era Jesus. Os adversários procuravam prendê-lo e matá-lo; a Palavra de Deus tinha poder para salvá-lo. Nada – ódio, ofensa, morte – poderia atingi-lo, porque o Reino de Deus é eterno! Lutero cria que o hino tinha poder para transmitir substância teológica.

O "Lutheran Book of Worship" (livro luterano para o culto), publicado pela "The Evangelical Lutheran Church in America", contém a melodia original. Os hinários brasileiros em que figura o famoso hino de Lutero são os seguintes: "Hinário Luterano" (nº. 165); "Hinário Evangélico" (nº. 206); "Novo Cântico" (nº. 155); "Cantai Todos os Povos" (nº. 409); "Salmos e Hinos" (nº. 640); "Cantor Cristão" (nº. 323); "Hinário para o Culto Cristão" (nº. 406); "Harpa Cristã" (nº. 423).

No tempo de Lutero, os "corais" (hinos para a congregação) eram cantados sem acompanhamento instrumental; o órgão-de-tubos fazia o prelúdio; esse instrumento era usado em alternância com o coro: um verso tocado pelo órgão e o verso seguinte pelo coro e a congregação.

Quanto à data de elaboração do hino, existem algumas hipóteses: 1) numa noite de abril de 1521, preparando-se para obedecer à intimação pelo imperador Carlos V de comparecer perante o parlamento em Worms, onde defendeu suas obras teológicas; tendo saído de Wartburg e passado a noite com os Agostinianos na fortaleza Marienberg, em Wurzburg, próxima do rio Meno; o papa Leão X tinha inscrito o nome de Lutero na lista dos herejes, banindo-o da Igreja Católica; 2) algum tempo depois de 1521, lembrando-se do julgamento em Worms; 3) em 1527, quando sofreu sua primeira crise renal; 4) em outubro de 1527, por ocasião do décimo aniversário da afixação das Noventa e Cinco Teses na porta da capela do castelo em Wittenberg; 5) em 1527, quando soube da execução de crentes reformados em Bruxelas; 6) em 1529, por ocasião da invasão turca do Ocidente.

Lutero imprimiu o hino em folhas de papel, sem a melodia, que rapidamente se espalharam pela Alemanha; em 1529, o hino foi incluído na coletânea "Geistlich Lieder" (cânticos espirituais), publicada por Joseph Klug.

Em 19 de abril de 1529, as autoridades alemãs que adotavam as idéias de Lutero apresentaram, ao parlamento reunido em Espira, um protesto (daí o apelido "Protestantes") contra as medidas legislativas referentes à liberdade de culto, que significavam séria ameaça à Reforma. Neste ambiente crítico, deprimidos, mas inspirados pelo Salmo 46, os crentes cantaram o hino de Lutero.

Tímida, angustiada e sombria, esta parece ser a interpretação fiel do hino (tal como gravada, em 1962, pelo Coral Luterano de Porto Alegre, regido por Hans Gerhard Rottmann, no LP-CAVE-DAVEL-CAV-4/6); e não intrépida e reluzente, como ocorre na grande maioria das execuções congregacionais e corais.

A ideologia nacionalista, apoiada por Otto Von Bismarck, Heinrich Treitschke e o imperador Guilherme II, propunha-se a tornar a Alemanha uma potência européia. Pressentindo a eclosão do pangermanismo, Harry Heine deu ao hino de Lutero a alcunha, algo jocosa, de "Marselhesa da Reforma Protestante" ...

(Publicado em "O Jornal Batista", 02 set 2007, p. 4).

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As Edições do "Cantor Cristão" ( 1 )

Roberto Torres Hollanda

Em 1977, Rolando de Nassau publicou em sua coluna musical neste semanário uma série de quatro artigos, intitulada "Fontes históricas do Cantor Cristão" (ver: "O Jornal Batista", 28 ago, 11 set, 25 set e 02 out 77).

Em 1991, na antiga sede da JUERP, no subúrbio carioca de Tomaz Coelho, pesquisamos as coleções de "O Jornal Batista", de 10 de janeiro de 1901 a 30 de junho de 1930 (ver: OJB, 14 jun e 28 jun 92).

Juntando aqueles dados históricos com os mais recentemente obtidos temos condições de oferecer aos leitores de "O Jornal Batista" informações confiáveis a respeito das edições do "Cantor Cristão".

1ͺ. edição – 1891

Continha 16 hinos, compilados por Salomão Luiz Ginsburg (1867- 1927), auxiliado pelo missionário metodista George Benjamin Nind (1860-1932), que trabalhou em Pernambuco (1882-1892).

Lançada em julho ou agosto de 1891, em Recife (PE). Em novembro de 1891 aconteceu o batismo de Ginsburg, em Salvador (BA), deixando assim a De- nominação Congregacionalista.

Ver: "O Bíblia", nos. 13, 14 e 16, set.out.dez. 189l; OJB, 26 jun 1913, p. 02; Salomão Luiz Ginsburg, Um judeu errante no Brasil. 2ͺ. ed., pp. 52-53 e 114-115. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1970; A. R. Crabtree, História dos Baptistas do Brasil. Vol. I, pp. 90 e 93. Rio de Janeiro: CPB, 1937.

2a. edição – 1891

Com 23 hinos, lançada em novembro de 1891, em Salvador (BA).

Ver: "O Christão", no. 10, out. 1892; João Gomes da Rocha, "Salmos e Hinos com Músicas Sacras". 4ͺ. ed. Advertência. London: Henderson and Spaulding, 1919; Henriqueta Rosa Fernandes Braga, "Salmos e Hinos – sua origem e desenvolvimento", pp. 54 e 55. Rio de Janeiro: Igreja Evangélica Fluminense, 1983; A. R. Crabtree, op. cit., p. 93. 3a. edição – 1892 Com 23 hinos, lançada em Salvador (BA). George Benjamin Nind importou, nos EUA, algumas dúzias de exemplares da 3ͺ. edição para serem usados pelos portugueses imigrantes em New Bedford (Massachussets, EUA).

Ver: "O Christão", no. 19, jul. 1893; OJB, 26 jun 1913, p. 02.

4ͺ. edição – 1893

Com 63 hinos, lançada, em Niterói (RJ), em setembro de 1893.

5a. edição – 1894

Com 113 hinos, impressa na Tipografia Evangélica Batista, em Salvador (BA). Ver: A. R. Crabtree, op. cit., p. 93.

6ͺ. edição – 1896

Ginsburg trabalhou em Campos (RJ) de outubro de 1893 a setembro de 1900. Com 153 hinos, lançada em Campos (RJ).

Ver: "O Christão", no. 57, set. 1896; A. R. Crabtree, p. 172.

7ͺ. edição – 1898

Com 210 hinos, impressa na Tipografia "As Boas Novas", em Campos (RJ).

8ͺ. edição – 190l

Lançada com os 210 hinos da 7ͺ. edição, acrescida de 15 hinos de Ira David Sankey (1840-1908); esgotada em setembro de 1902.

Ver: OJB, 10 mai 1901, p. 04, e 17 out 1902, p. 04.

9ͺ. edição – 1902

Com 224 hinos. No prelo, em setembro de 1902; lançamento anunciado para dezembro de 1902; esgotada em agosto de 1903.

Ver: OJB, 17 out 1902, p. 04, e 31 ago 1903, p. 08.

10ͺ. edição – 1903

Editada pela Casa Publicadora Batista, no Rio de Janeiro (DF), com 225 hinos. Os exemplares do "Cantor Cristão" foram depositados nas residências dos missionários J. J. Taylor, A. L. Dunstan, Z. C. Taylor, S. L. Ginsburg, Eurico Nelson e J. E. Hamilton.

Ver: OJB, 10 jan 1904, p. 04.

11a. edição – 1907

Desde outubro de 1906 preparada por Ginsburg em Recife (PE), que solicitou aos leitores de OJB hinos novos para o "Cantor Cristão". Com 300 hinos e respectivo índice, pronta para impressão em fevereiro de 1907; lançada em junho de 1907, por ocasião da organização da Convenção Batista Brasileira; quase esgotada em fevereiro de 1910; de Recife (PE) foi enviada ao Rio de Janeiro (DF) para ser impressa na Casa Publicadora Batista. De 1900 até outubro de 1909, Ginsburg trabalhou no campo batista pernambucano.

Ver: OJB, 30 out 1906, p. 03; 28 fev 1907, p. 04; 20 jun 1907, p. 04; 03 mar 1910, p. 05; Ginsburg, op. cit., pp. 121-147; "A Mensagem", Vol. VI, p. 29, mar 1911.

12. edição – 1911

Durante os dez primeiros anos de OJB (1901-1911) somente a letra dos hinos era publicada. No início da década de 1910 começaram a surgir as letras com as respectivas músicas, enquanto não era possível publicar a edição musicada do "Cantor Cristão", o que só aconteceria em 1924.

Com 400 hinos, preparada por Ginsburg, em Salvador (BA), desde janeiro de 1910. Com os lucros da edição, Ginsburg planejava publicar o "Cantor Cristão com Música". Ficou a 12ͺ. edição pronta para impressão em fevereiro de 1911. Em março deste ano, foi lançado um "Suplemento", com 70 hinos, anunciado em "A Mensagem", p. 29. Editada em Salvador (BA), mas impressa no Porto (Portugal), com índice dos assuntos, a 12ͺ. edição foi distribuída na assembléia da Convenção Batista Brasileira, em Campos (RJ), em junho de 1911, quando Ginsburg foi eleito relator da Comissão de Elaboração da edição musicada do hinário, integrada por W. E. Entzminger, O. P. Maddox, E. Paranaguá e A. Joyce. A Convenção Batista Brasileira adotou oficialmente o "Cantor Cristão" como hinário da Denominação Batista no Brasil. O "Cantor Cristão com Música" seria impresso na Alemanha, num formato semelhante ao do "Salmos e Hinos".

Ginsburg tinha informado, no periódico da Comissão de Evangelização da Bahia ("A Mensagem", p. 46) que os originais da 12ͺ. edição achavam-se nas oficinas gráficas em Portugal e comentou: " ... os hinos passaram ao cadinho de uma crítica rigorosa e, desse modo, estão, sob o ponto de vista doutrinário, dignos de apreciação ... as métricas e linguagem dos hinos correspondem a toda expectativa ... o belo arranjo do índice de assuntos auxiliará muito aos diretores das reuniões".

Em 20 anos (1891-1911) foram vendidos 65 mil exemplares do "Cantor Cristão" para 10 mil membros em 140 igrejas batistas existentes no Brasil.

Na década 1911-1920 dobrou o número de batistas no Brasil. A década de maior crescimento numérico dos Batistas correspondeu à década de maior número de letras e/ou músicas de hinos publicadas em "O Jornal Batista" !

Em 1920, a tiragem semanal de OJB era de 5 mil exemplares !

Ver: OJB, 03 fev 1910, p. 06; 03 mar 1910, p. 05; 02 fev 1911, p. 07; 09 mar 1911, p. 06; 06 jul 1911, p. 11; 17 ago 1911, p. 06; 02 nov 1911, p. 02; 09 nov 1911, p. 07. "A Mensagem", Vol. VI, p. 29, mar 1911; p. 46, abr 1911; p. 76, mai 1911; p. 191, jul 1911; Atas da 5ͺ. assembléia da CBB, par. 75 e 76. Campos (RJ), 21-25 jun 11; Ginsburg, op. cit., pp. 225 e 234; José dos Reis Pereira, História dos Batistas no Brasil. 3ͺ. ed., pp. 145-146 e 172. Rio de Janeiro: JUERP, 2001.

(continua)

- 26 nov 07 -

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As Edições do "Cantor Cristão" ( 2 )

Roberto Torres Hollanda

13ͺ. edição – 1912

Em fevereiro de 1912, Salomão Luiz Ginsburg (1867-1927) foi a Portugal para contratar com a Tipografia "Mendonça" (Porto, Portugal) a impressão desta edição.

Ver: "O Jornal Batista", 09 mai 1912, p. 06; Ginsburg, Um judeu errante no Brasil. 2ͺ. ed., pp. 155-157. Rio de Janeiro:Casa Publicadora Batista,1970.

14ͺ. edição – 1914

Enquanto não ficava pronta, foi lançado um folheto com 42 hinos no vos. Editada com 450 hinos no Rio de Janeiro (DF), mas impressa no Porto (Portugal). Pela segunda vez, o "Cantor Cristão" continha índice de assuntos.

Na assembléia da Convenção Batista Brasileira, no Rio de Janeiro, em junho de 1914, foi distribuído um "Souvenir" com hinos publicados em "O Jornal Batista". Nessa assembléia foi eleita a Comissão do Hinário: S. L. Ginsburg, W. E. Entzminger e O. P. Maddox; revisores gramaticais: Adalbert Nicholl e Amelia Joyce; Ginsburg reeleito para a relatoria; eles confessaram: "ainda não é o que almejávamos que fosse".

Foi anunciada a impressão do "Cantor Cristão com Música", a ser lançado na assembléia da CBB em 1915; a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) prejudicou os planos de Ginsburg.

Ver: OJB, 02 out 1913, p. 08; 09 out 1913, p. 08; 12 mar 1914, p. 07; 26 mar 1914, p. 07; 07 mai 1914, p. 07; João Gomes da Rocha, "Salmos e Hinos com Músicas Sacras", 4ͺ. ed., 1919.

15ͺ. edição – 1917

Anunciado o lançamento para o fim do ano de 1916 ou princípio de 1917. Ginsburg afastou-se da Comissão do Hinário, possivelmente por discordar de Entzminger a respeito da edição do "Cantor Cristão com Música"; eles trabalharam juntos (1914-1920) na administração da Casa Publicadora Batista, mas nem sempre concordaram na elaboração do hinário.

Ver: OJB, 09 nov 1916, p. 11; 01 fev 1917, p. 11; Ginsburg, op. cit.. p. 191.

16ͺ. edição – 1918

Preparada em plena Primeira Guerra Mundial. Impressa com 500 hinos nas oficinas gráficas da Casa Publicadora Batista, no Rio de Janeiro (DF).

Esgotada em outubro de 1919.

Ver: OJB, 20 nov 1919, p. 11.

17a. edição – 1921

A CBB tinha convidado, em 1920, Manoel Avelino de Souza, Ricardo Pitrowsky e Emma Paranaguá para a revisão das letras dos hinos e a publicação desta edição; com a substituição de E. Paranaguá por W. E. Entzminger, foi feita nova revisão. Continha 571 hinos. Foram impressos 15 mil exemplares.

Lançada em março de 1921; esgotada em dezembro de 1922.

Ver: OJB, 23 dez 1920, p. 12; 10 mar 1921, p. 12; 10 nov 1921, p. 5; 11 jan 1923, p. 9; Ginsburg, op. cit., p. 115.

18a. edição – 1924

Precedida pela coletânea de hinos evangelísticos, a ser usada até a publicação da 18ͺ. edição, esta estava em preparo desde 1922; continha só letras de 578 hinos. Impressa e lançada no Rio de Janeiro (DF).

Ver: OJB, 07 set 1922, p. 60; 07 dez 1922, p. 1; 11 jan 1923, p. 9; 03 abr 1924, p. 5.

1a. edição com música – 1924

Planejada durante 13 anos (1911-1924). Em 1922 foram comprados os tipos com sinais musicais. A Casa Publicadora Batista encarregou Ricardo Pitrowsky de preparar a la. edição com música; ele apresentou proposta de emendas das letras dos hinos. Desde 1922 estava sendo impressa, por partes, nas oficinas gráficas da CPB, no Rio de Janeiro (DF). Continha 578 hinos. Em fevereiro de 1923 foi lançado o primeiro fascículo, com 51 hinos.

Ver: OJB, 20 mar 1919, p. 12; 07 set 1922, p. 60; 08 fev 1923, p. 11; 13 dez 1923, p. 8; 03 abr 1924, p. 5; 29 mai 1924, p. 4; Atas da Convenção Batista do Distrito Federal, 1924, p. 17; "O Bandeirante", 1925-1926; Antonio Neves de Mesquita, História dos Batistas do Brasil, Vol.2, pp. 125 e 272. Rio de Janeiro: CPB, 1940.

2ͺ. e 3ͺ. edições com música – 1930 e 1935

Como ensinou Henriqueta Rosa, "edição é o lançamento de uma obra; se esta sofrer revisão e/ou acréscimo, e for reeditada, será uma nova edição; porém, se se tratar de uma simples reimpressão em tudo idêntica à anterior, sem qualquer alteração, será denominada tiragem".

Por não termos em mãos estes hinários de 1930 e 1935, não estamos em condições de saber se eram realmente edições ou tiragens.

28ͺ. e 29ͺ. edições – 1941 e 1954

Idem, em relação aos hinários de 1930 e 1935.

Ver: Henriqueta Rosa Fernandes Braga, "Salmos e Hinos" – sua origem e desenvolvimento, p. 37. Rio de Janeiro: Igreja Evangélica Fluminense, 1983.

30ͺ. edição – 1956

Ainda com 578 hinos, editada pela Casa Publicadora Batista e impressa em suas oficinas gráficas (Rua Silva Vale, 781, Tomaz Coelho), no Rio de Janeiro (DF).

31ͺ. edição – 1958

Conforme determinação da assembléia convencional de 1958, foi distribuída entre líderes da CBB para apreciação em caráter experimental.

Editada e impressa pela Casa Publicadora Batista. A Comissão Revisora (Manoel Avelino de Souza, Ricardo Pitrowsky, Moysés Silveira e Alberto Portella) propôs à CBB que no "Cantor Cristão" fossem conservados 460, sendo suprimidos 118 hinos da 18ͺ. edição (1924); a revisão não foi bem recebida; durante 13 anos (1958-1971), o "Cantor Cristão" ficou praticamente intocado e desconhecido pelo público batista.

32a. e 33ͺ. edições

Entre 1958 e 1963, houve circulação restrita aos líderes da Convenção Batista Brasileira.

34ͺ. edição – 1964

Com 580 hinos, tendo sido elaborada por Manoel Avelino de Souza e Ricardo Pitrowsky, foi revista por Werner Kaschel, José dos Reis Pereira e Mário Barreto França, em janeiro de 1963, para corrigir a linguagem e atualizar a ortografia. Impressa pela CPB no Rio de Janeiro.

35ͺ. edição

Não sabemos se era realmente uma edição ou uma tiragem. As sucessivas impressões, que alteraram os textos dos hinos, talvez não possam ser consideradas edições. Em 1968, Joan Riffey Sutton fez intensa pesquisa hinológica.

36a. edição – 1971

Elaborada pela Comissão integrada, até 1962, por Manoel Avelino de Souza (1886-1962) e Ricardo Pitrowsky (1891-1965), foi revista por Werner Kaschel, José dos Reis Pereira e Mário Barreto França, assessorados por Bill Ichter na parte da documentação. Continha 581 hinos.

Editada pela JUERP e impressa na CPB, no Rio de Janeiro (RJ).

Características: acréscimo de índices e documentação hinológica.

Na "Apresentação", redigida em julho de 1971, Bill Ichter informou: "os hinos estão todos com ortografia atualizada". A lei no. 5.765, sancionada em 18 de dezembro de 1971, aprovou alterações na ortografia da língua portuguesa.

Observação: com a supressão de quatro hinos e adaptação na letra de 17 hinos, a 36ͺ. edição do "Cantor Cristão" foi adotada, em 1974, pela Convenção Baptista Portuguesa.

4ͺ. edição com música – 1971

Publicada sob a supervisão do Departamento de Música da JUERP, dirigido por Bill Ichter, que foi auxiliado por Henriqueta Rosa Fernandes Braga, Antônio Azeredo Coutinho e Ivo Augusto Seitz. Impressa pela CPB. Continha 581 hinos e 8 índices. Reproduzia as músicas e as letras da 34ͺ. edição (1964).

Características: correção da harmonia e introdução de novos termos musicais e novos cabeçalhos.

Ver: Rolando de Nassau, Dicionário de Música Evangélica. 1ͺ. edição, p. 46. Brasília: edição do autor, 1994.

37ͺ. edição – 2007

Editada pela JUERP (Rio de Janeiro, RJ) e impressa pela Geográfica (Santo André, SP). Contém 581 hinos. Lançada em janeiro de 2007.

Preparada pela comissão integrada por Leila Christina Gusmão dos Santos (relatora), Marilene Coelho (letras) e Marcelo Yamazaki Carvalho (musicografia). Talvez a mais importante tarefa tenha sido a verificação da métrica dos hinos.

Uma pesquisa mais paciente e criteriosa poderá esclarecer as obscuridades na história do "Cantor Cristão"; ela seria um capítulo importante na história dos Batistas no Brasil.

30 nov 2007.

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